"O Cemitério dos Vivos" é uma obra de memórias escrita por Lima Barreto, que oferece um olhar profundo e pessoal sobre suas experiências em instituições psiquiátricas no início do século XX. A narrativa é dividida em duas partes, sendo a primeira composta por capítulos que descrevem detalhadamente o ambiente e as pessoas que Barreto encontrou durante seu internamento. O autor começa com uma descrição do "Pavilhão e a Pinel", onde ele introduz o leitor ao ambiente hospitalar e às suas primeiras impressões. Nos capítulos seguintes, Barreto narra suas experiências na "Calmeil", suas reflexões sobre "A Minha Bebedeira e a Minha Loucura", e apresenta "Alguns Doentes" que conheceu, oferecendo um retrato humano e empático dos internos. Ele também discute a dinâmica entre "Guardas e Enfermeiros", revelando as complexidades das relações dentro da instituição. A segunda parte do livro, intitulada "Fragmentos", continua a explorar essas experiências, mas de forma mais fragmentada, refletindo talvez a natureza dispersa e caótica de suas memórias e sentimentos durante esse período. A obra é uma crítica ao sistema psiquiátrico da época e uma reflexão sobre a sanidade, a sociedade e a própria identidade do autor.